Grão-mestres portugueses

 



D. Fr. Afonso de Portugal (+ 1207)


Filho natural do Rei Dom Afonso Henriques. Foi elevado à dignidade de Grão-Mestre da Ordem no ano de 1194. Apesar do seu efémero governo de um ano, foi um bom soberano, governando com sabedoria e prudência, sendo zeloso da disciplina religiosa e incansável lesgislador. Faleceu em Portugal, sendo sepultado na Igreja de S. João de Alporão.

 



D. Fr. Luís Mendes de Vasconcelos (+ 1623)


O seu percurso nas fileiras da Ordem foi notável, estreando-se na armada de D. João d’Áustria, tornando-se num dos grandes “cabos de guerra” do século XVI. Foi elevado a Grão-Mestre no ano de 1622. No seu breve governo demonstrou a grandeza do seu ânimo, a generosidade do seu pensamento e o zelo pela justíça. Foi sepultado na cripta da Igreja de S. João, em La Valleta, Malta.

 

D. Fr. António Manoel de Vilhena (1663-1736)


Foi um dos mais célebres Grão-Mestres da Ordem, sendo juntamente com Pinto da Fonseca o maior responsável pelo esplendor da Ordem no século XVIII. Desde cedo deu provas de valoroso guerreiro, sendo sucessivamente promovido desde Capitão aos 24 anos até Comissário das Guerras, e logo depois com 32 anos era Grão-Chanceler e Bailio de Acre. Foi elevado a Grão-Mestre no ano de 1722. O seu governo foi um dos mais prósperos, tanto no poderio militar alcançado pela sua armada, como na promoção da ciência e das artes, inaugurando um tempo de grandes construções monumentais na ilha de Malta. Foi um notável legislador, guerreiro, estadista, e protector dos mais necessitados. Veio a falecer no ano de 1736, sendo sepultado na Igreja de S. João, em La Valleta, Malta.

 


D. Fr. Manuel Pinto da Fonseca (+ 1773)


Foi a par de Manoel de Vilhena um dos mais respeitados Grão-Mestres de todos os tempos. Foi elevado à dignidade de Grão-Mestre no ano de 1741. Foi um verdadeiro Soberano do século das luzes – reformando e regulamentando todas as áreas da governação pública, desde o Comércio, Indústria, Saúde e Justíça. Fundou a Universidade, a Biblioteca e a Imprensa. Lançou grandes obras, restaurando palácios, monumentos e edifícios públicos. O seu governo foi marcado pela magnificência. Veio a falecer no ano de 1773, aos 92 anos. Está sepultado na Igreja de S. João, La Valleta, Malta.